Um mestre chamado Ansiedade

Um mestre chamado Ansiedade

A vida está nos atropelando…

Corre, corre, para dar conta de tudo (despertando a ansiedade).

As redes sociais despertam os pensamentos:
— Por que para mim NÃO? Ou ainda:
— Ah, eu não sou tão bom (boa) assim! (Gerando mais ansiedade).

Existe uma sensação de que estamos sempre atrasados em tudo, como se o mundo estivesse anos luz na nossa frente (aumentando a ansiedade).

O rolar das telas, a busca por CONFORTO RÁPIDO (prazer imediato) para anestesiar a dor do peito apertado, angustiado, cria uma enxurrada de DOPAMINA (hormônio da busca por prazer e recompensa), mas tão logo ela diminui, a excitação passa. O que fica? A sensação de VAZIO, de não ser aceito (aceita), de não pertencer…
(e aqui a gente SUFOCA de tanta ansiedade).

O que aconteceu com a gente?

Muito estímulo externo, muita expectativa de resultados rápidos, muita comparação desleal e injusta.
Pouco tempo de pausa, de reflexão. Nada de presença…
Nada de pensar SOBRE OS PRÓPRIOS PENSAMENTOS.
Total ausência de CONSCIÊNCIA. Piloto automático gerando ciclos insanos de comportamentos inconscientes (criando ansiedade crônica).

A mente não para. Parece que estamos nos afogando no mar da ansiedade!

A vida está nos engolindo e nós estamos permitindo que a Ansiedade se torne nosso mestre e rei.

Já não escolhemos mais por sintonia ou por conexão com a nossa essência.
Escolhemos por medo: medo de sofrer, medo de perder, medo de não ter, medo de ganhar, medo de ser bom e não conseguir sustentar, medo de não pertencer, medo da traição, medo da rejeição, medo da exposição, medo de não ser visto, medo da inadequação, medo de ter medo.

Medos somando-se a mais medos que só desfragmentam e fragilizam mais e mais a alma humana.

O que precisamos fazer?

PARAR

Literalmente PARAR.
Parar de rolar as telas para assistir ao palco alheio, quando só se posta VITÓRIAS e acabamos comparando o palco do outro com os nossos bastidores.

Parar de buscar preencher todos os momentos do dia com prazer barato (DOPAMINA FÁCIL).

Ficar em silêncio, pensar… Conhecer os próprios pensamentos, os sentimentos que povoam a alma, reconhecer os padrões mentais e comportamentais.

Assumir que temos fraquezas, ou melhor descrevendo, VULNERABILIDADES, e que elas, assim como músculos, precisam ser exercitadas para, quem sabe, se tornarem forças.

Mas também conhecer as próprias virtudes. Reconhecer o valor próprio. Se aceitar, se amar…
Viver o presente, as experiências reais e não apenas as digitais.
Aprender a descansar, a confiar que, na vida, tudo passa, até mesmo a dor.

Aprender a viver sem precisar agradar.
Sem ficar tentando provar valor.

Assim, temos grandes chances de destronar a Ansiedade.

Por qual ação você vai decidir começar?

Karen Dfran

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